sábado, 9 de agosto de 2014

Fernando Nogueira - Apresentação

        Sou músico, educador musical, brasileiro, nascido em São Paulo. Iniciei na música tocando violão com quatro anos por influência de meu pai, também músico. Com sete anos ingressei na Banda Musical de Ourinhos, cidade onde fui criado, estudando trombone e trompete.
Com 13 anos começei a tocar contrabaixo e a atuar profissionalmente em bandas de diversos estilos (baile, forró, samba, rock, funk, etc.). Em 1995, com 20 anos ingressei no Conservatório de Tatuí (MPB e JAZZ) onde estudei durante oito anos, vindo a me formar em 2003, em diversos cursos: Baixo Elétrico, Harmonia, Percepção, Repertório, Arranjo, Improvisação, Prática de Big Band, Percussão e Piano complementar. Entre meus professores estão: Paulo Braga, Mário Campos, André Marques, Fábio Leal, Ary Piazarollo, Fernando Corrêa, etc.
Atualmente curso o 4º ano de graduação em Educação Musical na UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) e estudo contrabaixo acústico popular na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo).
 Participei de vários encontros e workshops com músicos importantes, entre eles estão: Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Sizão Machado, Thiago do Espírito Santo, Guinga, Arismar do Espírito Santo, etc. Em gravações e shows toquei ao lado de: Ary Piazarollo, Hector Costita, Djalma Lima, Oswaldinho do Acordeon, Toninho Ferragutti, Alessandro Penezzi, grupo Falamansa entre outros. Em 2002, formei junto com Wagner Silva e Samuel Gustinelli o “Cateretrio” (grupo instrumental). Em 2003 e 2004 vencemos o festival de Avaré e Americana (categoria instrumental) com o Cateretrio.
Toquei em vários países como Espanha, Portugal, África do Sul, Caribe, Uruguai, Argentina e por todo Brasil.
Atualmente resido em São Paulo, sou professor de Baixo Elétrico e Repertório no Centro Cultural de Ourinhos - SP, ministro workshops e atuo como free lancer em shows, gravações, bares, etc. Em 2005 gravei meu primeiro CD solo. Com o Cateretrio gravei um CD e atualmente um DVD. Contatos: (11) 97223 6194. fernandoapnogueira@hotmail.com
Meu objetivo com o blog é de compartilhar materiais, discutir assuntos relacionados à educação musical, tecnologia na educação musical, e música em geral. Também compartilhar links e materiais diversos sobre contrabaixo elétrico, acústico e o estudo musical.
Um grande abraço a todos.


Fernando Nogueira.

O Papel da Inclusão Digital na Educação Musical.

            Como tivemos a oportunidade de estudar nos textos da disciplina, a inclusão digital é um tema, muito importante e a discussão sobre o assunto não abrange somente a questão tecnológica, mas principalmente questões políticas, educativas e sociais. Incluir digitalmente uma pessoa na sociedade, ou a própria sociedade em si, não é apenas dar a oportunidade de adquirir ou de ter acesso a um computador, a telecentros e as tecnologias de informação e comunicação, mas também oferecer as condições necessárias para que as pessoas utilizem os computadores e as tecnologias envolvidas com o objetivo de buscar melhorias em sua condição de vida e da sociedade em geral. Como vimos no texto, inclusão digital está diretamente e necessariamente ligada à inclusão social e a educação. Segundo Paulo:
É exatamente esse o ponto central do que chamamos de inclusão digital: não é suficiente dar a todas as pessoas um computador com uma ótima interface e todas as facilidades de acesso. É necessário, e talvez seja realmente o mais importante, dar condições para que essas pessoas, munidas de tal tecnologia, possam a utilizar de forma consciente na participação nos processos de inteligência coletiva e de construção colaborativa do conhecimento. A inclusão digital se dá, portanto, não com o acesso à tecnologia pura, mas sim como parte de um processo de inclusão social. O uso das tecnologias deve buscar, antes de tudo, um avanço no bem-estar de todo um grupo social, favorecendo sua cultura, suas necessidades e suas particularidades. Somente desta forma a massa excluída estará, de fato, inserida neste ciberespaço.
           
            O que houve com o surgimento, com o desenvolvimento da tecnologia e da internet foi uma maior e mais significativa participação da população na própria construção do conhecimento, na distribuição das informações, etc., aumentou gradativamente a interação entre as pessoas. Também uma maior parte da população, por sinal bem significativa, começou a ter acesso a esses conhecimentos, a essas informações. Segundo Paulo: “somos agentes críticos e ativos na elaboração e na reelaboração de alguns conceitos antes enraizados e finitos, principalmente naqueles nos quais não somos especialistas, mas que nos atingem de forma universal e individual”.
            O surgimento das tecnologias digitais, também o surgimento e expansão da internet, a meu ver, estão mudando os sistemas de ensino/aprendizagem, assim como as formas de adquirir e passar os conhecimentos. Os blogs e sites educativos são um grande exemplo disso.
            Outros exemplos são os surgimentos e aprimoramentos dos diversos softwares voltados para a educação musical e aperfeiçoamento musical em geral. Posso citar aqui como uma grande revolução no estudo musical, pelo menos para mim, os softwares de edições de partituras, o musescore, o sibelius, por exemplo.
            Eu tenho 39 anos, então sou da época que ainda não existia esses softwares. Quando comecei meus estudos, e boa parte dele, toda ideia musical que você tivesse, ou que surgisse em algum ensaio, bate papo, etc., alguma transcrição que você quisesse fazer, enfim todo esse universo da leitura e escrita musical tinha que ser feito à mão, literalmente, era muito lápis e borracha que se usava, e nem se pensava em usar os termos copiar (Ctrl c) e colar (Ctrl v).                                                                                              
            Uma das maiores facilidades que o surgimento dos softwares de edição de partituras trouxe junto com ele, foi também o uso da tecnologia MIDI, que simula os sons dos instrumentos, dessa maneira passamos a ter a possibilidade de ouvir tudo aquilo que escrevemos nesses softwares. Para a elaboração de arranjos isso foi uma revolução, a partir desses softwares tivemos a possibilidade ouvir um arranjo elaborado e escrito para vários tipos de grupo, como Big Bands e orquestras sinfônicas inteiras, por exemplo. Eu estudei arranjo durante um tempo no conservatório de Tatuí e me lembro, nessa época, da dificuldade que era ouvir um arranjo que tínhamos feito para Big Band, por exemplo. Tínhamos que utilizar muito a imaginação sonora, ou contar com a ajuda de amigos músicos para tocar as partes e poder dar dicas de tessitura, articulação, etc.
            Acredito que devamos sim aprender a trabalhar com as tecnologias, com a internet, isso é inevitável e será essencial para nos mantermos incluídos digitalmente. Utilizando corretamente as tecnologias, a internet, estaremos melhorando nossas condições de vida e da sociedade em geral.

Referências:

MONTANARO, Paulo Roberto. Material didático da disciplina Tecnologia da Internet para Educação Musical. São Paulo: não editado, 2014.