Como tivemos a oportunidade de
estudar nos textos da disciplina, a inclusão digital é um tema, muito
importante e a discussão sobre o assunto não abrange somente a questão
tecnológica, mas principalmente questões políticas, educativas e sociais.
Incluir digitalmente uma pessoa na sociedade, ou a própria sociedade em si, não
é apenas dar a oportunidade de adquirir ou de ter acesso a um computador, a
telecentros e as tecnologias de informação e comunicação, mas também oferecer
as condições necessárias para que as pessoas utilizem os computadores e as
tecnologias envolvidas com o objetivo de buscar melhorias em sua condição de
vida e da sociedade em geral. Como vimos no texto, inclusão digital está
diretamente e necessariamente ligada à inclusão social e a educação. Segundo
Paulo:
É
exatamente esse o ponto central do que chamamos de inclusão digital: não é
suficiente dar a todas as pessoas um computador com uma ótima interface e todas
as facilidades de acesso. É necessário, e talvez seja realmente o mais
importante, dar condições para que essas pessoas, munidas de tal tecnologia,
possam a utilizar de forma consciente na participação nos processos de
inteligência coletiva e de construção colaborativa do conhecimento. A inclusão digital
se dá, portanto, não com o acesso à tecnologia pura, mas sim como parte de um
processo de inclusão social. O uso das tecnologias deve buscar, antes de tudo,
um avanço no bem-estar de todo um grupo social, favorecendo sua cultura, suas
necessidades e suas particularidades. Somente desta forma a massa excluída
estará, de fato, inserida neste ciberespaço.
O que houve com o surgimento, com o
desenvolvimento da tecnologia e da internet foi uma maior e mais significativa
participação da população na própria construção do conhecimento, na
distribuição das informações, etc., aumentou gradativamente a interação entre
as pessoas. Também uma maior parte da população, por sinal bem significativa,
começou a ter acesso a esses conhecimentos, a essas informações. Segundo Paulo:
“somos agentes críticos e ativos na elaboração e na reelaboração de alguns
conceitos antes enraizados e finitos, principalmente naqueles nos quais não
somos especialistas, mas que nos atingem de forma universal e individual”.
O surgimento das tecnologias
digitais, também o surgimento e expansão da internet, a meu ver, estão mudando
os sistemas de ensino/aprendizagem, assim como as formas de adquirir e passar
os conhecimentos. Os blogs e sites educativos são um grande exemplo disso.
Outros exemplos são os surgimentos
e aprimoramentos dos diversos softwares voltados para a educação musical e
aperfeiçoamento musical em geral. Posso citar aqui como uma grande revolução no
estudo musical, pelo menos para mim, os softwares de edições de partituras, o
musescore, o sibelius, por exemplo.
Eu tenho 39 anos, então sou da
época que ainda não existia esses softwares. Quando comecei meus estudos, e boa
parte dele, toda ideia musical que você tivesse, ou que surgisse em algum
ensaio, bate papo, etc., alguma transcrição que você quisesse fazer, enfim todo
esse universo da leitura e escrita musical tinha que ser feito à mão,
literalmente, era muito lápis e borracha que se usava, e nem se pensava em usar
os termos copiar (Ctrl c) e colar (Ctrl v).
Uma das maiores facilidades que o
surgimento dos softwares de edição de partituras trouxe junto com ele, foi
também o uso da tecnologia MIDI, que simula os sons dos instrumentos, dessa
maneira passamos a ter a possibilidade de ouvir tudo aquilo que escrevemos
nesses softwares. Para a elaboração de arranjos isso foi uma revolução, a
partir desses softwares tivemos a possibilidade ouvir um arranjo elaborado e
escrito para vários tipos de grupo, como Big Bands e orquestras sinfônicas
inteiras, por exemplo. Eu estudei arranjo durante um tempo no conservatório de
Tatuí e me lembro, nessa época, da dificuldade que era ouvir um arranjo que
tínhamos feito para Big Band, por exemplo. Tínhamos que utilizar muito a
imaginação sonora, ou contar com a ajuda de amigos músicos para tocar as partes
e poder dar dicas de tessitura, articulação, etc.
Acredito que devamos sim aprender a
trabalhar com as tecnologias, com a internet, isso é inevitável e será
essencial para nos mantermos incluídos digitalmente. Utilizando corretamente as
tecnologias, a internet, estaremos melhorando nossas condições de vida e da
sociedade em geral.
Referências:
MONTANARO,
Paulo Roberto. Material didático da disciplina Tecnologia da Internet para
Educação Musical. São Paulo: não editado, 2014.
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