sábado, 9 de agosto de 2014

O Papel da Inclusão Digital na Educação Musical.

            Como tivemos a oportunidade de estudar nos textos da disciplina, a inclusão digital é um tema, muito importante e a discussão sobre o assunto não abrange somente a questão tecnológica, mas principalmente questões políticas, educativas e sociais. Incluir digitalmente uma pessoa na sociedade, ou a própria sociedade em si, não é apenas dar a oportunidade de adquirir ou de ter acesso a um computador, a telecentros e as tecnologias de informação e comunicação, mas também oferecer as condições necessárias para que as pessoas utilizem os computadores e as tecnologias envolvidas com o objetivo de buscar melhorias em sua condição de vida e da sociedade em geral. Como vimos no texto, inclusão digital está diretamente e necessariamente ligada à inclusão social e a educação. Segundo Paulo:
É exatamente esse o ponto central do que chamamos de inclusão digital: não é suficiente dar a todas as pessoas um computador com uma ótima interface e todas as facilidades de acesso. É necessário, e talvez seja realmente o mais importante, dar condições para que essas pessoas, munidas de tal tecnologia, possam a utilizar de forma consciente na participação nos processos de inteligência coletiva e de construção colaborativa do conhecimento. A inclusão digital se dá, portanto, não com o acesso à tecnologia pura, mas sim como parte de um processo de inclusão social. O uso das tecnologias deve buscar, antes de tudo, um avanço no bem-estar de todo um grupo social, favorecendo sua cultura, suas necessidades e suas particularidades. Somente desta forma a massa excluída estará, de fato, inserida neste ciberespaço.
           
            O que houve com o surgimento, com o desenvolvimento da tecnologia e da internet foi uma maior e mais significativa participação da população na própria construção do conhecimento, na distribuição das informações, etc., aumentou gradativamente a interação entre as pessoas. Também uma maior parte da população, por sinal bem significativa, começou a ter acesso a esses conhecimentos, a essas informações. Segundo Paulo: “somos agentes críticos e ativos na elaboração e na reelaboração de alguns conceitos antes enraizados e finitos, principalmente naqueles nos quais não somos especialistas, mas que nos atingem de forma universal e individual”.
            O surgimento das tecnologias digitais, também o surgimento e expansão da internet, a meu ver, estão mudando os sistemas de ensino/aprendizagem, assim como as formas de adquirir e passar os conhecimentos. Os blogs e sites educativos são um grande exemplo disso.
            Outros exemplos são os surgimentos e aprimoramentos dos diversos softwares voltados para a educação musical e aperfeiçoamento musical em geral. Posso citar aqui como uma grande revolução no estudo musical, pelo menos para mim, os softwares de edições de partituras, o musescore, o sibelius, por exemplo.
            Eu tenho 39 anos, então sou da época que ainda não existia esses softwares. Quando comecei meus estudos, e boa parte dele, toda ideia musical que você tivesse, ou que surgisse em algum ensaio, bate papo, etc., alguma transcrição que você quisesse fazer, enfim todo esse universo da leitura e escrita musical tinha que ser feito à mão, literalmente, era muito lápis e borracha que se usava, e nem se pensava em usar os termos copiar (Ctrl c) e colar (Ctrl v).                                                                                              
            Uma das maiores facilidades que o surgimento dos softwares de edição de partituras trouxe junto com ele, foi também o uso da tecnologia MIDI, que simula os sons dos instrumentos, dessa maneira passamos a ter a possibilidade de ouvir tudo aquilo que escrevemos nesses softwares. Para a elaboração de arranjos isso foi uma revolução, a partir desses softwares tivemos a possibilidade ouvir um arranjo elaborado e escrito para vários tipos de grupo, como Big Bands e orquestras sinfônicas inteiras, por exemplo. Eu estudei arranjo durante um tempo no conservatório de Tatuí e me lembro, nessa época, da dificuldade que era ouvir um arranjo que tínhamos feito para Big Band, por exemplo. Tínhamos que utilizar muito a imaginação sonora, ou contar com a ajuda de amigos músicos para tocar as partes e poder dar dicas de tessitura, articulação, etc.
            Acredito que devamos sim aprender a trabalhar com as tecnologias, com a internet, isso é inevitável e será essencial para nos mantermos incluídos digitalmente. Utilizando corretamente as tecnologias, a internet, estaremos melhorando nossas condições de vida e da sociedade em geral.

Referências:

MONTANARO, Paulo Roberto. Material didático da disciplina Tecnologia da Internet para Educação Musical. São Paulo: não editado, 2014.


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