domingo, 21 de setembro de 2014

Dicas sobre o "Band in a Box"

Olá pessoal, tudo bem? Nessa postagem estou enviando um link que dá acesso a uma gravaçõa que fiz falando um pouquinho do software Band in a Box e suas finalidades. A gravação foi realizada no dia 21/09/2014. Espero que gostem e que seja útil. Um abraço.
https://soundcloud.com/fernando-nogueira-38/atividade-3-2-dicas-sobre-o 
A tecnologia está a disposição para nos auxiliar, principalmente na área de ensino/aprendizagem. Pensando nisso, o presente podcast tem como finalidade dar dicas para os novos músicos e estudantes de música sobre um software (programa) usado por muitos músicos do mundo todo, principalmente os estudantes de improvisação, que precisam de uma referência harmônica, rítmica, etc.
Band in a Box, traduzindo literalmente, significa, Banda na Caixa, ou seja, você terá uma banda completa em seu computador, podendo escolher o estilo que desejar (dentre as centenas de opções que existem), criar a harmonia que quiser, com o andamento que for viável e confortável, dentre tantas outras utilidades.

Referências
MONTANARO, Paulo Roberto. Material didático da disciplina Tecnologia da Internet para Educação Musical - Unidade 2. São Paulo: não editado, 2014.
www.superdowloads.com.br/dowload/116/band-box-mac/ (acessado em 20 de setembro de 2014)
www.bandinabox/bb.features.php?os=win&lang=pt (acessado em 20 de setembro de 2014

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

                                                      A Web 2.0 e a Educação

Autores:
André Assis de Melo Neto
Daniel Bianconi Previato
Fernando Aparecido Nogueira
Mariana Moga de Moura E Silva
Paulo Rodrigues da Silva
Sibele Ester Carbone 
         
              
                 A sociedade em que vivemos não é mais a mesma de 20 anos atrás. Segundo Cardoso (2005) as sociedades contemporâneas estão passando por um processo de transição para as chamadas sociedades em rede. Esse processo é constituído por duas vertentes aparentemente antagônicas, o individualismo e o comunalismo[1]. Cardoso ainda nos coloca que:

          A Internet, em conjugação com os mass media, ao fornecer os meios tecnológicos para a socialização do projecto de cada um numa rede de sujeitos similares, torna-se uma poderosa ferramenta de reconstrução social e não um pretexto para a desintegração (Cardoso, 2005).
             
              Desta forma, podemos ver uma mudança no comportamento das pessoas frente a essa realidade para atitudes colaborativas nas mais diversas áreas. E foi tal mudança de comportamento que deu origem ao termo Web 2.0.
A Web 2.0 é, portanto, o resultado da evolução e transformação do modo como a internet é utilizada e do seu poder e alcance na sociedade.
Segundo Montanaro e Paranhos (s.d.), tal mudança de comportamento vem sendo sentida desde 2004 e é resultado, não de inovações tecnológicas, mas do novo modo como os usuários têm utilizado os recursos tecnológicos já existentes anteriormente. Ainda segundo os autores, a Web 2.0 popularizou aplicativos que utilizam a própria internet como plataforma, os chamados webwares. Tais aplicativos possibilitam maior interatividade, são de fácil entendimento para leigos e tornam-se cada vez melhores, quanto maior for a participação dos usuários. Exemplos mais comuns de webwares são os blogs, videologs, fotologs, as wikis, os fóruns de discussão, as redes sociais, os AVAs, etc.
Toda essa interatividade permitiu ao internauta maior conectividade com o mundo e com praticamente todo conhecimento que nele existe, além, é claro, de lhe possibilitar a oportunidade de partilhar seu próprio conhecimento com os demais usuários. A consulta a qualquer assunto por meio da internet tornou-se muito mais prática e, na maioria das vezes, mais ampla do que em qualquer outro meio de pesquisa, assim como também é por ela (a internet) que qualquer divulgação tem maior eficácia no que se refere à quantidade de pessoas atingidas. 
Além disso, a internet, em toda sua potencialidade, pode ser utilizada em aulas presenciais de escolas regulares, onde o professor faz dela mais uma ferramenta no seu processo de ensino, tornando a aula mais interessante e atrativa, além de, muitas vezes, propiciar a inclusão. 
Assim como diversas outras temáticas, o aprendizado musical está amplamente difundido nesse meio, onde muitos músicos e estudantes de música encontram uma infinidade de material de aprendizado e aprofundamento, tanto na parte teórica quanto na prática de seu instrumento. Em sites como YouTube podem ser encontrados vídeos de profissionais que desejam divulgar seu trabalho, assim como, também, de estudantes que querem compartilhar o que estão aprendendo, abrindo uma gama muito grande de fontes de conteúdos e também de interação entre os usuários. Isso sem contar toda a comunicabilidade que as redes sociais e diferentes aplicativos de comunicação proporcionam, permitindo, por exemplo, a realização de reuniões e debates reunindo muitas pessoas sem a presença física, de maneira que os participantes podem estar virtualmente em um mesmo lugar, apesar de estarem, fisicamente, a milhares de quilômetros de distância uns dos outros.
Rocha dá exemplos dessas e outras utilizações da internet ao afirmar que:

Através da Internet, é possível ignorar o espaço físico, conhecer e conversar com pessoas sem sair de casa, digitar textos com imagens em movimento (gifs), inserir sons, ver fotos, desenhos, ao mesmo tempo em que podemos ouvir música, assistir vídeos, fazer compras, estreitar relacionamentos em comunidades virtuais, participar de bate-papos (chats), consultar o extrato bancário, pagar contas, ler as últimas notícias em tempo real, enfim, trabalho e lazer se confundem no cyberespaço (Rocha, 2008).  

A seguir, vamos destacar duas ferramentas da internet que têm promovido a troca de informações e conhecimentos, analisando suas contribuições para a área da Educação Musical. Uma dessas ferramentas é o blog e a outra é o site de compartilhamento de vídeos YouTube.

O Blog

O blog é um tipo de webware que está sendo muito explorado e vem auxiliando a troca de informações e experiências profissionais. Ele tem sido um instrumento interessante para unir pessoas com interesses em comum, sendo mais um exemplo de como a colaboração em rede pode auxiliar processos de educação e profissionalização. Além disso, vale ressaltar que, o que faz do blog uma tecnologia muito difundida é o fato de se tratar de uma webware de fácil criação e manuseio. Ou seja, é uma tecnologia  acessível para o leigo em informática.
Trazendo o assunto para a área de interesse da Educação Musical, podemos analisar, através da navegação por alguns blogs sobre o assunto, o modo como a webware tem ajudado os profissionais da área, bem como as diferentes ferramentas empregadas para auxiliar a transmissão do conhecimento.
Sem dúvida, a principal ferramenta dos blogs é a postagem de textos, o que por si só já possibilita a troca de muita informação. Porém, o blog permite também a postagem de vídeos e fotos que podem ilustrar as ideias do texto, auxiliando o seu entendimento. Um exemplo muito bom é o blog http://mirexmusica.blogspot.com.br/ em que todos os exemplos de atividades musicais são ilustrados com fotos e vídeos.
Outra questão que chama a atenção em alguns blogs é a organização das postagens. O blog permite que os textos, vídeos e fotos sejam organizados por assuntos, datas de postagem e até por quantidade de visualizações. Isso facilita a navegação, permitindo que o visitante reconheça rapidamente o tipo de conteúdo que poderá encontrar no blog. Um exemplo disso é o blog http://cantinhodaem.blogspot.com.br.
Os blogs podem, também, trazer links com conteúdos diversificados. Um exemplo interessante é o blog http://musicaetecnologia.blogspot.com.br/, que possui um link sobre educação infantil, em que disponibiliza games educativos para iniciantes. Em um dos games é possível compor pequenas melodias; em outro, o estudante treina a leitura das notas na pauta; há também um game de percepção rítmica, em que a criança deve repetir o padrão rítmico ouvido utilizando a barra de espaço do computador.  
Analisando tamanha diversidade de temas e abordagens, cabe ao educador musical fazer uma busca por suas áreas de interesse e procurar seguir os blogs que podem trazer contribuições mais diretas a sua atuação profissional. É importante também frisar que o blog é uma ferramenta multidirecional, o que, aliás, é uma característica comum a todas as webwares. Isso permite que o visitante de um blog deixe seus comentários ao final das postagens lidas e possa, também, participar de forma ativa, enriquecendo a postagem e até pedindo maiores informações e esclarecimentos.

O YouTube

YouTube vem do inglês you: você e tube: tubo, ou, no caso, gíria utilizada para designar a televisão. No caso, you television ficaria algo como "você televisiona", "você transmite", "você na telinha", etc., lembrando que, assim como o português, a língua inglesa permite a criação de verbos com base em substantivos.
YouTube é um site que permite que seus usuários carreguem e compartilhem vídeos em formato digital. A ideia é idêntica à da televisão, em que existem vários canais disponíveis. A diferença é que os canais são criados pelos próprios usuários, onde podem compartilhar vídeos sobre os mais variados temas.
No YouTube, os vídeos estão disponíveis para qualquer pessoa que queira assistir e também é possível adicionar comentários sobre o vídeo. O YouTube hospeda uma imensa quantidade de filmes, documentários, videoclipes musicais e vídeos caseiros, além de transmissões ao vivo de eventos.
O YouTube foi fundado e fevereiro de 2004 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, três pioneiros do PayPal, um famoso site da internet ligado à gerenciamento de transferência de fundos. O domínio "youtube.com" foi ativado em 15 de fevereiro de 2005 e o site foi desenvolvido nos meses seguintes. Os criadores do site ofereceram uma prévia do site ao público em Maio de 2005, seis meses antes do lançamento oficial.
Em nove de outubro de 2006, foi anunciado que a companhia seria comprada pelo Google por 1,65 bilhão de dólares em ações. A aquisição do YouTube foi fechada em 14 de Novembro de 2006, e foi na época a segunda maior aquisição do Google.
O YouTube utiliza os formatos Adobe Flash e HTML5 para disponibilizar o conteúdo. É o mais popular site do tipo (com mais de 50% do mercado em 2006) devido à possibilidade de hospedar quaisquer vídeos (exceto materiais protegidos por copyright, apesar de, esses materiais serem encontrados em abundância no sistema). O YouTube hospeda uma grande variedade de filmes, videoclipes e materiais caseiros. O material encontrado no YouTube pode ser disponibilizado em blogs e sites pessoais através de mecanismos (APIs) desenvolvidos pelo site.
A tecnologia de reprodução dos vídeos do YouTube é baseada no Adobe Flash Player. Essa tecnologia permite que o site exiba os vídeos com qualidade comparável a tecnologias mais estabelecidas no mercado (como o Windows Media Player, QuickTime e RealPlayer). O YouTube aceita o envio de filmes na maioria dos formatos, incluindo .wmv, .avi, .mov, mpeg, .mp4, DivX, FLV e .ogg. O site possui suporte a 3GP, permitindo que vídeos sejam enviados diretamente do celular.
As visualizações diárias são estimadas na casa dos milhões, já que cerca de trinta milhões de vídeos são vistos diariamente.
Relacionando o tema com a educação musical, creio que o YouTube é uma das ferramentas mais “revolucionárias”, úteis e utilizadas nos últimos anos para a troca de conhecimentos na área de música, seja como fonte de pesquisa para atividades musicais, palestras sobre educação musical, jogos musicais, construção de instrumentos com materiais alternativos e recicláveis, para podermos conhecer uma música, um artista, para podermos aprender ou ampliar nossos conhecimentos em um determinado instrumento, enfim é uma grande fonte de pesquisa e também uma grande ferramenta para divulgação de trabalho, seja ele ainda amador, ou profissional, para troca de informações, etc.

Conclusão

Diante de todas essas possibilidades de utilização da internet para a Educação Musical, podemos, mais uma vez, confirmar que a Web 2.0 é uma ferramenta muito importante para o educador e este deve, portanto, procurar fazer parte desta rede de informações, não só agindo passivamente, mas sendo um contribuinte, compartilhando informações, experiências e materiais. Afinal, esta é a principal característica da sociedade em rede: quem a constrói são os próprios usuários.

 [1] Para Cardoso, individualismo é significação da conclusão dos projetos individuais enquanto que comunalismo seria a significação dos valores internalizados de um coletivo.

Referências

MONTANARO, P.R.; PARANHOS, A.G; Livro Eletrônico: Web 2.0. Disponível em http://ead2.sead.ufscar.br/mod/book/view.php?id=56515 Acesso em 15 de agosto de 2014.
BRASIL. Ministério da Educação e Secretaria de Educação a Distância – SEED. Informações e Comunicações: Tecnologias a serviço da educação e da inclusão. Brasília: SEED, 2004.
CARDOSO, Gustavo. Sociedades em Transição para a Sociedade em Rede. In:______ A Sociedade em Rede: Do Conhecimento à Acção Política. Belém. Mar. 2005.Conferência promovida pelo Presidente da República.
 ROCHA, S. S. D. O uso do computador na educação: a informática educativa. In:______ Revista Espaço Acadêmico - nº 85. jun. 2008. Disponível em: http://www.espacoacademico.com.br/085/85rocha.htm
<http://www.significados.com.br/youtube/&gt>; acessado em 30 de Agosto de 2014.



sábado, 9 de agosto de 2014

Fernando Nogueira - Apresentação

        Sou músico, educador musical, brasileiro, nascido em São Paulo. Iniciei na música tocando violão com quatro anos por influência de meu pai, também músico. Com sete anos ingressei na Banda Musical de Ourinhos, cidade onde fui criado, estudando trombone e trompete.
Com 13 anos começei a tocar contrabaixo e a atuar profissionalmente em bandas de diversos estilos (baile, forró, samba, rock, funk, etc.). Em 1995, com 20 anos ingressei no Conservatório de Tatuí (MPB e JAZZ) onde estudei durante oito anos, vindo a me formar em 2003, em diversos cursos: Baixo Elétrico, Harmonia, Percepção, Repertório, Arranjo, Improvisação, Prática de Big Band, Percussão e Piano complementar. Entre meus professores estão: Paulo Braga, Mário Campos, André Marques, Fábio Leal, Ary Piazarollo, Fernando Corrêa, etc.
Atualmente curso o 4º ano de graduação em Educação Musical na UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) e estudo contrabaixo acústico popular na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo).
 Participei de vários encontros e workshops com músicos importantes, entre eles estão: Hermeto Pascoal, Toninho Horta, Sizão Machado, Thiago do Espírito Santo, Guinga, Arismar do Espírito Santo, etc. Em gravações e shows toquei ao lado de: Ary Piazarollo, Hector Costita, Djalma Lima, Oswaldinho do Acordeon, Toninho Ferragutti, Alessandro Penezzi, grupo Falamansa entre outros. Em 2002, formei junto com Wagner Silva e Samuel Gustinelli o “Cateretrio” (grupo instrumental). Em 2003 e 2004 vencemos o festival de Avaré e Americana (categoria instrumental) com o Cateretrio.
Toquei em vários países como Espanha, Portugal, África do Sul, Caribe, Uruguai, Argentina e por todo Brasil.
Atualmente resido em São Paulo, sou professor de Baixo Elétrico e Repertório no Centro Cultural de Ourinhos - SP, ministro workshops e atuo como free lancer em shows, gravações, bares, etc. Em 2005 gravei meu primeiro CD solo. Com o Cateretrio gravei um CD e atualmente um DVD. Contatos: (11) 97223 6194. fernandoapnogueira@hotmail.com
Meu objetivo com o blog é de compartilhar materiais, discutir assuntos relacionados à educação musical, tecnologia na educação musical, e música em geral. Também compartilhar links e materiais diversos sobre contrabaixo elétrico, acústico e o estudo musical.
Um grande abraço a todos.


Fernando Nogueira.

O Papel da Inclusão Digital na Educação Musical.

            Como tivemos a oportunidade de estudar nos textos da disciplina, a inclusão digital é um tema, muito importante e a discussão sobre o assunto não abrange somente a questão tecnológica, mas principalmente questões políticas, educativas e sociais. Incluir digitalmente uma pessoa na sociedade, ou a própria sociedade em si, não é apenas dar a oportunidade de adquirir ou de ter acesso a um computador, a telecentros e as tecnologias de informação e comunicação, mas também oferecer as condições necessárias para que as pessoas utilizem os computadores e as tecnologias envolvidas com o objetivo de buscar melhorias em sua condição de vida e da sociedade em geral. Como vimos no texto, inclusão digital está diretamente e necessariamente ligada à inclusão social e a educação. Segundo Paulo:
É exatamente esse o ponto central do que chamamos de inclusão digital: não é suficiente dar a todas as pessoas um computador com uma ótima interface e todas as facilidades de acesso. É necessário, e talvez seja realmente o mais importante, dar condições para que essas pessoas, munidas de tal tecnologia, possam a utilizar de forma consciente na participação nos processos de inteligência coletiva e de construção colaborativa do conhecimento. A inclusão digital se dá, portanto, não com o acesso à tecnologia pura, mas sim como parte de um processo de inclusão social. O uso das tecnologias deve buscar, antes de tudo, um avanço no bem-estar de todo um grupo social, favorecendo sua cultura, suas necessidades e suas particularidades. Somente desta forma a massa excluída estará, de fato, inserida neste ciberespaço.
           
            O que houve com o surgimento, com o desenvolvimento da tecnologia e da internet foi uma maior e mais significativa participação da população na própria construção do conhecimento, na distribuição das informações, etc., aumentou gradativamente a interação entre as pessoas. Também uma maior parte da população, por sinal bem significativa, começou a ter acesso a esses conhecimentos, a essas informações. Segundo Paulo: “somos agentes críticos e ativos na elaboração e na reelaboração de alguns conceitos antes enraizados e finitos, principalmente naqueles nos quais não somos especialistas, mas que nos atingem de forma universal e individual”.
            O surgimento das tecnologias digitais, também o surgimento e expansão da internet, a meu ver, estão mudando os sistemas de ensino/aprendizagem, assim como as formas de adquirir e passar os conhecimentos. Os blogs e sites educativos são um grande exemplo disso.
            Outros exemplos são os surgimentos e aprimoramentos dos diversos softwares voltados para a educação musical e aperfeiçoamento musical em geral. Posso citar aqui como uma grande revolução no estudo musical, pelo menos para mim, os softwares de edições de partituras, o musescore, o sibelius, por exemplo.
            Eu tenho 39 anos, então sou da época que ainda não existia esses softwares. Quando comecei meus estudos, e boa parte dele, toda ideia musical que você tivesse, ou que surgisse em algum ensaio, bate papo, etc., alguma transcrição que você quisesse fazer, enfim todo esse universo da leitura e escrita musical tinha que ser feito à mão, literalmente, era muito lápis e borracha que se usava, e nem se pensava em usar os termos copiar (Ctrl c) e colar (Ctrl v).                                                                                              
            Uma das maiores facilidades que o surgimento dos softwares de edição de partituras trouxe junto com ele, foi também o uso da tecnologia MIDI, que simula os sons dos instrumentos, dessa maneira passamos a ter a possibilidade de ouvir tudo aquilo que escrevemos nesses softwares. Para a elaboração de arranjos isso foi uma revolução, a partir desses softwares tivemos a possibilidade ouvir um arranjo elaborado e escrito para vários tipos de grupo, como Big Bands e orquestras sinfônicas inteiras, por exemplo. Eu estudei arranjo durante um tempo no conservatório de Tatuí e me lembro, nessa época, da dificuldade que era ouvir um arranjo que tínhamos feito para Big Band, por exemplo. Tínhamos que utilizar muito a imaginação sonora, ou contar com a ajuda de amigos músicos para tocar as partes e poder dar dicas de tessitura, articulação, etc.
            Acredito que devamos sim aprender a trabalhar com as tecnologias, com a internet, isso é inevitável e será essencial para nos mantermos incluídos digitalmente. Utilizando corretamente as tecnologias, a internet, estaremos melhorando nossas condições de vida e da sociedade em geral.

Referências:

MONTANARO, Paulo Roberto. Material didático da disciplina Tecnologia da Internet para Educação Musical. São Paulo: não editado, 2014.